segunda-feira, abril 14, 2014

UM LINDO ESPETÁCULO AO PREÇO DE VIDAS?



 Presta atenção nessa matéria pessoal que eu trouxe da UOL onde se publicou que as obras da Copa no Brasil já matam 4 vezes mais que na África do Sul.
Segundo a matéria dois operários morreram em obras no estádio de Manaus para Copa do Mundo, a Arena da Amazônia, em 14 de dezembro de 2013. Parte dos trabalhos foi interditada pela Justiça Leia mais Renata Brito/AP
A morte do operário Fabio Hamilton da Cruz neste sábado, após cair durante as obras das arquibancadas provisórias do Itaquerão, foi a oitava durante a construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. Assim, o Brasil chega ao quádruplo de mortes em comparação com as ocorridas durante as obras para o Mundial da África do Sul, em 2010.
No Brasil, mortes já aconteceram em três estádios que receberão jogos do Mundial: Itaquerão (3 mortes), Arena da Amazônia (4) e Mané Garrincha (1).
A primeira ocorreu no estádio de Brasília, no dia 11 de junho de 2012. Cinco aconteceram em 2013 e duas em 2014, já no ano do Mundial.
Confira, abaixo, todas as mortes em obras em estádios para a Copa:
Operários mortos no Itaquerão
Fabio Hamilton da Cruz, 23 anos, 29 de março de 2014
Ronaldo Oliveira dos Santos, 44 anos, em 27 de novembro de 2013
Fábio Luiz Pereira, 42 anos, em 27 de novembro de 2013
Operários mortos no Mané Garrincha
José Afonso de Oliveira Rodrigues, 21 anos, em 11 de junho de 2012
Operários mortos na Arena Amazônia
Marcleudo de Melo Ferreira, 22 anos, em 14 de dezembro de 2013
José Antônio da Silva Nascimento, 49 anos, em 14 de dezembro de 2013
Antônio José Pita Martins, 55 anos, em 7 de fevereiro de 2014
Raimundo Nonato Lima Costa, 49 anos, em 28 de março 2013
A situação deve ser ainda pior na Copa-2022, no Qatar. Relatório da Confederação Sindical Internacional afirma que, desde o início das obras para a Copa no país asiático, mais de 1,2 mil imigrantes foram mortos.
A Anistia Internacional já exigiu que a FIFA pare de se eximir da responsabilidade sobre os direitos trabalhistas no Qatar. A ONG teme que a situação piore com a necessidade de mais mão-de-obra até 2022.
Nosso pesar e carinho para as famílias desses guerreiros que deram a vida enquanto conquistavam o pão de cada dia para seus filhos. Para essas pessoas a copa de 2014 não trouxe nenhuma alegria.
Abraços para todos
Banco Paju
Por
Eudasio Alves

sábado, abril 12, 2014

INCOMPETÊNCIA MACABRA?


Olha essa aqui pessoal que eu trouxe de Fabíola Ortiz, da IPS/ENVOLVERDE.
A matéria chocante para alguns afirma que a  Copa Mundial da Fifa conta seus mortos no Brasil.
Vejamos na íntegra.
A pressão para aprontar a tempo os 12 estádios brasileiros, onde será disputada a partir de junho a Copa Mundial da Fifa, impõe jornadas extenuantes, de até 18 horas, e amplia o risco de acidentes e mortes. Nove trabalhadores já morreram nas obras, sete por acidentes e dois por parada cardíaca.
O último caso fatal ocorreu no dia 29 de março na Arena Corinthians (Itaquerão), em São Paulo. Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, morreu ao cair de uma altura de oito metros, quando trabalhava na montagem das arquibancadas. Sua morte causou a paralisação parcial das obras pela justiça, que exigia que a empresa demonstrasse ter corrigido as falhas de segurança. Mas, no dia 7, o Ministério do Trabalho autorizou o reinício dos trabalhos, pois o estádio deve estar pronto para a abertura do Mundial, no dia 12 de junho.
No dia 7 de fevereiro, o português Antônio José Pita Martins, de 55 anos, morreu quando uma peça que desmontava em um guindaste caiu sobre sua cabeça, no estádio Arena da Amazônia, na cidade de Manaus. Nessa obra já havia falecido Marcleudo de Melo Ferreira, de 22 anos, no dia 14 de dezembro, ao cair de uma altura de 35 metros, quando rompeu uma corda, isso às quatro horas da manhã.
Nesse mesmo dia, ao lado do estádio, morreu de infarto José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, enquanto trabalhava na construção do Centro de Convenções do Amazonas, que integra o complexo preparado para o Mundial. Sua família se queixou das condições de trabalho e das jornadas “de domingo a domingo”. No dia 28 de março de 2013, havia falecido um quarto operário na Arena da Amazônia, Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, por traumatismo craniano após cair de uma altura de cinco metros.
Em São Paulo, no dia 27 de novembro do ano passado, morreram outros dois operários, Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44, quando caiu um guindaste no Itaquerão. Uma parada cardiorrespiratória acabou com a vida de Abel de Oliveira, de 55 anos, dia 19 de julho de 2012. Ele se sentiu mal enquanto trabalhava na construção do Minas Arena (Mineirão). O primeiro acidente fatal das obras para a Copa Fifa (Federação Internacional de Futebol) ocorreu em 11 de junho de 2012, quando José Afonso de Oliveira Rodrigues, de 21 anos, caiu de uma estrutura de 30 metros de altura no Estádio Nacional de Brasília.
“O governo pressiona as empresas e essas descarregam nos operários que estão pagando com suas vidas”, disse à IPS Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) e deputado estadual pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Foi uma “irresponsabilidade” atrasar as obras para depois, “com a data em cima, matar os trabalhadores com jornadas extenuantes de até 18 horas por dia”, afirmou Ramalho.
“Os males da Copa deixarão sequelas por muitos anos. Não podemos aceitar acidentes, são algo criminoso”, acrescentou Ramalho. Segundo o sindicalista, a queda do guindaste que matou dois operários em São Paulo foi antecipada pelos trabalhadores. Na área onde se constrói o Itaquerão se preencheu um canteiro apressadamente para sustentar o guindaste que transporta as peças da estrutura que cobre o estádio, quando era necessário construir uma base de cimento armado, explicou.
“Os próprios trabalhadores e os engenheiros de segurança alertaram que isso era inseguro. Sabemos que foi a pressa, pois fazer a base de cimento exigiria 60 dias e tinha seu custo. Preferiram improvisar”, ressaltou Ramalho. Vários meses depois dessas mortes, se desconhece o resultado da perícia técnica. Em dezembro, o Ministério do Trabalho e a construtora Odebrecht assinaram um compromisso de ajuste de conduta que impede os operários dos guindastes de fazerem hora extra ou trabalhar de noite. A jornada dos demais trabalhadores deve ser de sete horas e meia, mais uma hora de almoço, e só podem fazer duas horas extras por dia.
Segundo Ramalho, o acordo “não é cumprido”. O sindicalista informou que “apresentei uma denúncia para que a polícia investigue. Estamos vivendo uma enorme insegurança jurídica”. Uma das principais irregularidades das obras em São Paulo está nos contratos chave na mão, pelos quais se paga ao trabalhador por um serviço específico feito em um determinado prazo. “Ao se pagar por tarefa realizada, evita-se as leis trabalhistas que preveem encargos sociais. Todos sabem, mas não há como provar”, lamentou Ramalho.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, disse à IPS que “o risco é inerente à construção, mas a corrida para entregar as obras gera um perigo muito maior, sem dúvida”. Porém, “nos dois acidentes fatais na Arena da Amazônia as vítimas usavam o equipamento de segurança. Foi imprudência dos trabalhadores que descumpriram as normas e entraram em áreas restritas”, ressaltou.
O certo é que, quando o cronograma aperta, a prevenção passa a segundo plano, admitiu o engenheiro mecânico e de segurança no trabalho Jaques Sherique, do Conselho de Engenharia do Rio de Janeiro. Na remodelação do Maracanã, concluída em abril de 2013, não houve mortos, mas vários feridos, a maioria por descarte inadequado de materiais e cortes por manipulação e sobrecarga, sem contar as longas jornadas de trabalho, inclusive noturnas. “A obra termina e o trabalhador fica doente depois. Quando o estádio fica pronto e bonito, a população de operários sai esmagada, esgotada e estressada”, apontou.
A construção civil é o setor que mais gera empregos no Brasil, com 3,12 milhões de novos postos em 2013, mas também é onde mais aumentam os acidentes. Em 2010, foram registrados 55 mil e, em 2012, 62 mil, aumento de 12%, segundo o Ministério do Trabalho. Segundo dados recopilados pelo Sintracon-SP, só em São Paulo quintuplicaram os acidentes de trabalho na construção nos últimos dois anos. Em 2012, foram 1.386 e 7.133 no ano seguinte.
Nas obras para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, morreram mais de 60 operários, segundo a Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira. Nas das Olimpíadas de Londres 2012 não houve mortes. “Muitas vezes os operários se alegram quando sofrem um acidente porque vão para casa descansar. E os que resistem desenvolverão doenças mais tarde”, observou o engenheiro Sherique.
É um paradoxo, mas as doenças trabalhistas que ganham protagonismo nesse setor são os distúrbios mentais ou psicossociais, destacou Sherique. “É um legado perverso e sub-registrado”, a parte submersa do iceberg da segurança do trabalho: as doenças adquiridas no trabalho. Isso não preocupa a indústria, especialmente nas obras esportivas que apresentam um ritmo intenso, pressão e prazos.
A lei prevê indenização de 6% do salário de um trabalhador por periculosidade durante o período em que está exposto a atividades perigosas, insalubres ou nocivas. “Isso não é razoável”, opinou Sherique, porque “na maioria das vezes essas doenças nem são notificadas”. Em 2011, o Tribunal Superior do Trabalho lançou um programa nacional de prevenção de acidentes que, no entanto, “não teve resultados reais”, pontuou.
Mais mortes
As más condições de trabalho também causaram mortes em instalações esportivas que não figuram na lista oficial da Fifa.
Em 15 de abril de 2013, parte das grades do estádio Arena Palestra, do clube Sociedade Esportiva Palmeiras, caiu e causou a morte do trabalhador Carlos de Jesus, de 34 anos. Outro operário ficou ferido pela queda de uma viga. No momento do acidente trabalhavam cerca de 500 operários, cinco deles no local da queda. Três escaparam ilesos.
Araci da Silva Bernardes, de 40 anos, estava colocando uma luminária na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, quando uma descarga elétrica o matou, em 23 de janeiro de 2013. Esse estádio foi inaugurado em dezembro de 2012, mas não receberá jogos do Mundial. Envolverde/IPS
Infelizmente as leis de segurança no trabalho não são seguidas na sua íntegra aqui no País das maravilhas, então nós ficamos assistindo essa incompetência macabra nas construções brasileira.
Abraços
Banco Paju
Por
Eudasio Alves

terça-feira, abril 08, 2014

LIXO + BOA IDEIA = ADUBO = DINHEIRO?


Acabei de colher essa matéria do site As Boas Novas. Com e quero partilhar com vocês que sonham com um Mundo sustentável.
O texto afirma que um supermercado, em uma atitude super coerente, está investindo na compotagem do seu livro orgânico.
Segundo a matéria em foco, as redes de supermercados produzem uma grande quantidade de lixo orgânico todos os dias e uma delas resolveu inovar e reaproveitar o potencial do material.
Vejamos na íntegra:
Em uma atitude muito coerente, aqui no Brasil os supermercado investem na compostagem do seu lixo orgânico com a separação das cincos toneladas de lixo orgânico geradas pelas 33 lojas da rede,  três toneladas transformam-se em adubo. Boa parte deste material é descartada em aterros sanitários sem passar por qualquer processo de separação ou reciclagem. Na contramão, a rede de supermercados Zona Sul, no Rio de Janeiro, decidiu investir em um programa para transformar o lixo gerado nas lojas em adubo orgânico para jardins e plantações familiares.
Com a separação das cincos toneladas de lixo orgânico geradas pelas 33 lojas por mês, três toneladas transformam-se em adubo. A ideia começou a tomar corpo em 2009 e hoje, já são produzidas 30 toneladas de adubo orgânico por ano com auxílio de empresas parceiras.
A rede já mobiliza 150 funcionários para trabalhar no processo de seleção do lixo. O processo de compostagem nada mais é que a transformação dessa matéria orgânica em adubo com a ação de bactérias em alta temperatura. Esse método é muito utilizado para eliminar o mau cheiro e potencializar a o uso do lixo orgânico  para adubar jardins e plantas.  Bastante coerente, não acham?
Essa ação pode ser nova e louvável por aqui, mas na Europa já se faz isso há muito tempo.
New York por exemplo transforma todo o seu lixo em energia limpa, pois conta com uma usina super potente para esse fim e como aqui, lá também se transforma o lixo orgânico em adubo.
Eu gostaria que o governo incentivasse essas ações, pois somente com a integração de todos os setores da sociedade é que o Brasil será um país de hábito sustentável.
Parabéns aos Supermercados Zona Sul do Rio de Janeiro, pela excelente iniciativa.
Abraços para vocês.

Banco Paju
Por
Eudasio Alves

domingo, abril 06, 2014

AUTORIZADA OPERAÇÃO!!


Olha essa notícia pessoal!!??
Matéria de Fabiano Ávila do CarbonoBrasil afirma que a Aneel liberou a entrada em operação de 465,4 MW
Vejamos na íntegra.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, entre o fim de março e início de abril, a entrada em operação comercial de 19 parques eólicos localizados no Nordeste, que juntos somam 465,4 MW.
No Rio Grande do Norte, começaram a operar os parques Morro dos Ventos I, III, IV, VI e XI, com 145,2 MW, o complexo Santa Clara (Santa Clara I, II, III, IV, V, VI), com 160 MW, e o Eurus IV, com 28,8 MW.
No Ceará, foram liberados o Faísa I, III, IV, com 54,6 MW, o Embuaca, com 27,3 MW, o Icaraí I, com 27,3 MW, e Icaraí II, com 37,8 MW.
Muitos desses parques já estavam prontos desde 2012, mas se encontravam parados por atrasos na construção de redes de transmissão.
O setor eólico atravessa um bom momento, sendo que um boletim recente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) destacou que a capacidade instalada dos parques em operação comercial no Brasil em janeiro de 2014 foi de 2.211 MW, 20% maior do que a capacidade registrada no mesmo mês do ano anterior, de 1.841 MW.
Segundo a CCEE, os estados com maior participação na geração média no período foram Ceará, Rio Grande do Norte,Rio Grande do Sul, Bahia e Santa Catarina, que totalizaram 93% do total gerado.
De acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil conta agora com 148 usinas e uma capacidade instalada de 3,6 GW.
Apesar do crescimento, o país ainda está longe da capacidade das grandes potências do setor: China possui 91 GW, Estados Unidos, 61 GW, Alemanha, 34 GW, Espanha, 22 GW, e Índia, 20 GW*.
 * Números do Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) - ** Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.
Eu penso que o governa peca bastante em incentivar quase nada esses empreendimentos no setor privado. Se houvesse mais incentivo muita coisa no setor já havia melhorado.
Abraços
Banco Paju
Por
Eudasio Alves